sexta-feira, 15 de junho de 2012

BELO VALE FOREVER...

Meu Walmir nasceu lá e, desde que nos encontramos 13 anos atrás, tem sempre alguma coisa ou alguém especial que nos ruma pr'aquelas bandas. Desta vez foram amigos que nos convidaram pra matar um porco na roça. Seria um encontro da trupe do "Inimigo do Povo", mas foi muito mais que um encontro - dois dias pra ficarem na história.
Da chegada até a partida, nada era previsto com tanta bacanagem.
Ainda na cidade, onde nos encontramos, a cozinha de dona Carmem e Lourdinha tinha de um tudo - bolo, café com prosa, risadaiada, arroz doce, biscoito de polvilho, cerveja gelada, queijadinha sergipana feita por Duda, só delícias...
Nossos anfitriões deram de convidar um amigo extra, que não fazia parte do grupo, mas que sendo um sujeito legal merecia participar de nossa tchurma. Eu e Marísia fomos buscá-lo na entrada da cidade e, pra início de conversa, ele usava a camisa pelo avesso. Êpaêpaêpa! Como assim? Será que é uma moda que não conheço?
- Nos siga, gente boa!
- Belê...
Meu carro é preto, ele seguiu um carro vermelho.
Como assim, gente? Ele nos viu dentro do carro, arrancamos juntos, e o ômi sumiu do nada. Será que caiu no rio Paraopeba? Juro que pensei nessa possibilidade, depois da primeira impressão. Duda, espevitada que é, atenta a tudo, disse que ele tinha virado pra outra rua. Celular em punho, Marísia consegue cercá-lo no posto de gasolina.
- Esperaí, não saia do carro.
Rebocamos o tal esperto.
Mal chegou na casa tentou vender um revólver pros nossos maridos. Tudo isto em menos de 30 minutos, juro e tenho testemunhas. Rômulo resolveu levá-lo a uma comunidade próxima, onde pretende ele fazer um estudo psiquiátrico. Foram.
-Vambora pra casa de Aparecida e João matar o porco, gente!!! Última chamada de Marísia pra quem ficou.
Já dentro dos carros tivemos que abortar a partida - Peninha se descobriu infestado de carrapatos. Arrancou as meias em desespero e jogou fora, arrancou a camisa e a calça, correu pro banheiro, tomou banho e sapecou álcool e nada - a coceira não passava. Levantou a bermuda e duas respeitáveis senhoras casadas começaram a cata nas coxinhas do rapaz em plena avenida principal de Belo Vale. Enquanto isto Iremar sai correndo pro banho, porque também havia sido atacada pelos marditos.
O castigo aí não veio a cavalo não, veio foi nas telhas de 1700eseilá que roubaram na visita à cachoeira da Boa Esperança.
Mais de hora depois conseguimos partir.
- João! Ô João! Eles chegaram!!!
Foi assim, com Aparecida gritando toda alegre seu amado que fomos recebidos na Chácara dos Cordeiros. Mais café com biscoito e todas as atenções se voltam pro porco piado pra morrer. João tem a manha e o bicho morreu dignamente, sem um rosnado sequer. Sapeca o couro, abre, separa miúdos e carne - tudo regado a uma cachacinha da boa - vira tripas pra fazer linguiça, aferventa, enfim, uma alegria só a mexida do porco. O que não foi comido lá dividimos pra trazer, cada um pra sua casa.
Como o rim já era reservado pra mim (trauma de infância, se não comer o rim rejeito o porco inteiro) tratei de comer logo pra liberar o resto.
Tinha bingo depois da reza numa fazenda vizinha, e lá vai o bando todo amontoado na carroceria da caminhonete de Peninha. Arrematamos uns leilões (4 asinhas de frango com 1/2 copo de cachaça por 5 real - 1 latinha de cerveja kaiser por 3,50, mas era pra ajudar a igreja, então entramos no clima e valeu a pena), não ganhamos nenhum bingo, mas voltamos mais alegres - e chapados - do que fomos. Volta tranquila, com cantoria e um frio fodido, até que Eduarda senta na barriga de uma determinada pessoa que tinha tomado umas 8 latinhas de cerveja. A carroceria alagou de xixi, lógico. Quanto mais riso mais alagamento. Humilhação, vexame, gozação com a moça seguida por todos até o chuveiro. Me mata que não conto quem foi...
Amanhecemos rindo das lembranças da noite e a movimentação toda de domingo era na colheita de mexericas. Tava tudo "laranjadinho" segundo o proprietário João, com os pés carregados de frutas maduras. De novo trepamos  nos carros com sacos e baldes pra encher.
Que decepção! Chegamos lá e não tinha mais nada. O caminhão que iria carregar segunda tinha ido na sexta feira sem avisar, e nós crentes que tava tudo no pé.
Não seja por isto; voltamos pra almoçar e jogar mais bingo, desta vez só entre nós. Todo mundo ganhou, e era cada prenda bacana que só vendo. Claro que uns com inveja dos outros, porque sempre é assim, né? A gente cobiça o que não ganhou. Aline ganhou até ovo de codorna com Ki-suco de prenda. Eu sonhei com o pano de prato que Duda ganhou e garrou, não quis trocar nem dar nem vender. Agora me digam: cumé que uma criança pega afeição por um pano de prato? Deve estar fazendo enxoval e o pobre do pai ciumento nem sabe de nada... Ô dó!
Partida pra BH já com saudade e promessa de voltar pro casamento na roça dia 30. Carro carregado de mudas e limão e carnes do porco e prendas do bingo e fotos e, principalmente, muitas e alegres lembranças. Inté, pessoal!!!

2 comentários:

Geraldo Prado disse...

Foi realmente um final de semana ímpar.Familiares reunidos e a presença de amigos da melhor qualidade.

Anônimo disse...

Eu ,Marisia e Eduarda(duda) AMOS TODOS VOCÊS. E certamente queremos repetir sempre a dose. Pois ainda falta nadarmos na cachoeira da boa esperança; Inaugurar my house sertaneja em breve e muito mais.
PS. O Da camisa vira será convidado pois ainda deve estar por Belo Vale pois não retornou a bh até o presente momento.kkkk